quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

A dúvida que Ouro Preto me deixou

Carnaval passou e a vida vai, aos poucos, voltando ao normal. Enquanto isso eu estive, cá com meus botões, pensando no imenso fascínio que Ouro Preto deixou em mim.

A cidade é lindíssima. Ladeiras, casarões e igrejas para todos os lados nos dão a impressão de que caminhar pela cidade é como voltar ao Séc. XVIII. Em meio a festança geral do carnaval, que por sinal lá é muito bonito, dei uma escapadinha e não resisti a visitar um par de igrejas e o Museu do Aleijadinho.

No caminho da Igreja de São Francisco de Assis (exemplar legítimo do período barroco brasileiro) à Igreja de Nossa Senha da Conceição uma dúvida me pegou de jeito. Qual será o motivo de terem sido construídas tantas Igrejas em Ouro Preto? Quando digo que são tantas não é exagero. A cada esquina praticamente encontramos uma suntuosa construção religiosa, cheia de mínimos detalhes e claro, muito dourado.

Já em São Paulo iniciei uma pesquisa na internet sobre a história da cidade. Afinal, deve existir um motivo para o grande número de igrejas naquela região. Em muitos sites, inclusive no da prefeitura de Ouro Preto, encontrei histórias da cidade limitando-se às questões políticas, da busca pelo ouro, dos inconfidentes, de Tiradentes, entre outras. Não encontrei em lugar nenhum uma resposta direta à minha dúvida.

O que mais se aproximou do que eu buscava foi o Site Oficial de Turismo de Ouro Preto, no que diz:

"A fé foi uma das válvulas de escape para o poder acumulado por setores da emergente sociedade mineira do séc. XVIII. Poderosas e seculares ordens religiosas retratavam a segmentação da população. A ordem dos poderosos, dos negros, dos pardos... Cada qual tinha por finalidade construir a mais bela igreja, demonstrar sua força e influência. Deu-se início a um tipo de competição não declarada, cujo combustível era o metal amarelo, que se esparramou por altares, imagens e demais instrumentos litúrgicos."

Não matou a curiosidade, mas ajudou de alguma forma. Alguém conhece uma explicação mais clara?

Beijinhos.

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Jájá

Opa!

Não abandonamos o blog não! Daqui a pouco os posts pós carnaval já estarão pulando por aqui.


Ouro Preto mexeu com as nossas cabeças! hehehehehehe
Até já!
Beijinhos.

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Aos pés do fogão!

Há quem diga que cozinhar é coisa de mulherzinha, de Amélia, de dona de casa. Mero engano. Gastronomia hoje em dia é arte, é cultura, é profissão. Inclusive muitas universidades já têm cursos superiores na área. Mas o que eu quero mostrar aqui é o quão gostoso pode ser “ser a dona do fogão”.

Tente se lembrar da sensação de comer algo que você goste. Aquela sua sobremesa favorita ou um prato que te sacie de corpo e alma. A sensação é boa, não é? Imagine então que esse prato foi feito por você! Isso aí, você mesmo! A sensação não é muito melhor ?

Pense no orgulho de ver que você é capaz de preparar um alimento. Alimento que mantém a vida das pessoas, que mata a fome, que faz sonhar, que atende desejos, que dá energia pra seguir em frente.

Isso sem falar de todo o processo de preparação dos quitutes. Todos aqueles ingredientes tão diferentes entre si, com gostos, cheiros e texturas tão distantes, alí prontos para serem manipulados. Será que é mesmo possível que eles combinem? Que formem, no final de tudo, algo possível de ser digerido?

Ao longo do preparo somos como alquimistas, dosando a medida certa de cada ingrediente, adicionando-os na ordem correta, na temperatura exigida, mexendo com a intensidade necessária. E aos poucos essa mistura (que você considerava quase impossível) vai se transformando, adquirindo novo aspecto, cheiro, cor e o resultado é revelado lentamente.

Quando os biscoitos acabam de esfriar, o bolo sai do forno e a sobremesa é tirada da geladeira é o momento em que aparecem os sorrisos, os “hmmmm”, o brilho no olhar, o silêncio da mastigação, e a felicidade estonteante de saber que o responsável por aquele momento mágico foi você!

E isso não é somente coisa de mulher. Conheço muitos homens que são verdadeiros “craques” na cozinha, e os admiro muito por isso. Porém, sendo homem ou mulher, o importante é gostar! Gostar de comer ou cozinhar, doce ou salgado, quente ou frio...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Muay Thai for girls!

Para quem curte a prática de esportes e é apreciador das artes marciais, vai uma dica de uma modalidade pela qual sou apaixonada: o Muay Thai.

Muay Thai (Boxe Tailandês) vem conquistando cada vez mais praticantes e agitando as academias de todo o Brasil. Esse esporte combina golpes de boxe, além de utilizar pés e pernas, cotovelos e joelhos.

Excelente para quem deseja eliminar uns quilinhos e adquirir um ótimo condicionamento físico e mental, pois além de exercitar o corpo, o Muay Thai auxilia no exercício da concentração e da auto-confiança.

Antigamente, havia um mito que as mulheres, ao se aproximarem de um ringue, traziam azar aos competidores e expectadores. Hoje, este esporte tem se tornado sensação entre as garotas que buscam, além do aprimoramento da defesa pessoal, o reconhecimento como competidoras. Em alguns países, como a Inglaterra, as mulheres já representam 40% dos praticantes nas academias.

Ta aí uma dica pras meninas que estão buscando um esporte diferente. Eu sempre fui apta aos exercícios que fogem da mecânica da musculação e, ao conhecer o Muay Thai, ganhei um novo ritmo para as atividades do meu dia a dia.

Melhorei meu condicionamento físico e o melhor de tudo: pude compreender melhor os limites do corpo e do próximo, pois a finalidade deste esporte, com certeza, não é a violência.
Respeito aos adversários, acima de tudo.

Wai kru!

Beijos, até a próxima.
Fonte: Confederação Brasileira de Muay Thai, Wikipédia.

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Reality shows e a nossa verdadeira realidade

Reality shows já não são moda em nossa sociedade. No trabalho, na escola, no ônibus, no bar, na balada, o assunto é sempre quem será votado, quem fica, quem é falso, quem está fazendo complô. Esses programas são hoje um modelo de atração televisiva já inserido no nosso dia a dia.

Programas como o Big Brother Brasil, televisionado pela emissora Rede Globo, e A Fazenda, programa da Rede Record, oferecem às pessoas um falso sentimento de poder. Por mais que a pessoa não seja quem está concorrendo à quantia oferecida pelo reality, ela tem a satisfação de ter o poder sobre quem sai e quem fica no programa, e ainda de decidir quem ele considera merecer o prêmio.

Considero essa situação ilusória, pois esse sentimento de poder vem substituir a indignação e frustração da total incapacidade do povo decidir algo em relação ao nosso sistema político. Assim como nos realities shows, existe a votação para os cargos públicos, porém a população não tem o mesmo interesse em fazer valer a sua vontade e a sua voz tanto quanto decide quem deve tornar-se milionário.

A falta de interesse tem grande relação com o esforço e a dedicação que cada um deve ter em cada caso. Seria muito mais fácil decidir seu voto se os políticos permanecessem confinados, como nesses programas, durante a campanha eleitoral. Não seria necessária nenhuma pesquisa sobre seu passado, suas reais ações até hoje e suas alianças pessoais. A exposição poderia ser fatal.

Se esses realities shows servissem para que as pessoas tomassem gosto por fazer valer sua vontade, dizer sua opinião sem vergonha, conversar com outras pessoas sobre o assunto, quem sabe, conseguiríamos nos unir em prol de algo mais produtivo que algumas dezenas de pessoas expondo suas vidas por um milhão e meio de reais.

Thais Stetner

(Estou muito feliz com esse novo blog! Que cada dia mais tenhamos inspiração pra preencher esse espaço de boas notícias e um pouco da nossa opinião.)

Bjos!