domingo, 7 de fevereiro de 2010

Reality shows e a nossa verdadeira realidade

Reality shows já não são moda em nossa sociedade. No trabalho, na escola, no ônibus, no bar, na balada, o assunto é sempre quem será votado, quem fica, quem é falso, quem está fazendo complô. Esses programas são hoje um modelo de atração televisiva já inserido no nosso dia a dia.

Programas como o Big Brother Brasil, televisionado pela emissora Rede Globo, e A Fazenda, programa da Rede Record, oferecem às pessoas um falso sentimento de poder. Por mais que a pessoa não seja quem está concorrendo à quantia oferecida pelo reality, ela tem a satisfação de ter o poder sobre quem sai e quem fica no programa, e ainda de decidir quem ele considera merecer o prêmio.

Considero essa situação ilusória, pois esse sentimento de poder vem substituir a indignação e frustração da total incapacidade do povo decidir algo em relação ao nosso sistema político. Assim como nos realities shows, existe a votação para os cargos públicos, porém a população não tem o mesmo interesse em fazer valer a sua vontade e a sua voz tanto quanto decide quem deve tornar-se milionário.

A falta de interesse tem grande relação com o esforço e a dedicação que cada um deve ter em cada caso. Seria muito mais fácil decidir seu voto se os políticos permanecessem confinados, como nesses programas, durante a campanha eleitoral. Não seria necessária nenhuma pesquisa sobre seu passado, suas reais ações até hoje e suas alianças pessoais. A exposição poderia ser fatal.

Se esses realities shows servissem para que as pessoas tomassem gosto por fazer valer sua vontade, dizer sua opinião sem vergonha, conversar com outras pessoas sobre o assunto, quem sabe, conseguiríamos nos unir em prol de algo mais produtivo que algumas dezenas de pessoas expondo suas vidas por um milhão e meio de reais.

Thais Stetner

(Estou muito feliz com esse novo blog! Que cada dia mais tenhamos inspiração pra preencher esse espaço de boas notícias e um pouco da nossa opinião.)

Bjos!

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